quinta-feira, 18 de novembro de 2010

STOP ás lesões no desporto (ciclismo)



O ciclismo é uma modalidade desportiva que está em franca ascendência em Portugal, quer como actividade profissional, quer como actividade de lazer em particular.

Decorrente da prática do ciclismo, há basicamente dois tipos de lesões: as de carácter agudo ou traumáticas e as de sobrecarga.

As agudas resultam normalmente de um episódio traumático súbito e fortuito e o seu diagnóstico habitualmente é imediato. Exemplo destas lesões, são as fracturas da clavícula, da rótula e do punho, a entorse do tornozelo, a luxação da articulação acrómio-clavicular e a do ombro, as fracturas nos ossos da face, a concussão crâneo-encefálica, os hematomas intra-musculares, o higroma rotuliano, as escoriações e as lacerações cutâneas, etc.

Por outro lado as lesões de sobrecarga, que são mais frequentes do que as anteriores, têm um processo de instalação mais subtil, evoluem lentamente no tempo, não permitindo frequentemente estabelecer o diagnóstico com facilidade e também não possibilitando por consequente uma resposta terapêutica rápida e eficaz. Resultam fundamentalmente de micro­trau­ma­tis­mos de repetição sobre os tendões e músculos, os ossos e as articulações.

Exemplos destas lesões são, a tenovaginite de DeQuervain e a epicondilite, a tendinose do rotuliano, as tenovaginites do músculo tibial anterior, do ten­dão de Aquiles e dos músculos isquio-tibiais, a doença da cartilagem da rótula, as fracturas de fadiga do pé e do peróneo, o sindroma com­par­ti­men­tal da perna, a isquialgia, o sindroma hemorroidal, etc.

COMO PODEMOS PREVENIR AS LESÕES NO CICLISMO?


“O desporto causa anualmente sequelas permanentes a um elevado número de jovens atletas”


A prevenção das lesões agudas deve fazer-se respeitando: as normas gerais e as limitações pontuais de circulação viária durante uma corrida e em especial durante o treino, o fair-play com os outros ciclistas e a cuidada manutenção e adequada utilização da bicicleta.
Para além destes aspectos, o uso permanente de capacete é determinante para a baixa do índice da patologia crâneo-encefálica (estima-se que 90% das mortes decorrentes de traumatismos cranianos ocorrem em ciclistas que não o utilizavam e que o seu uso baixa o risco de lesão cerebral em 80%) e das lesões da face (reduz 70% destas).

Quanto à prevenção das lesões de sobrecarga, esta deve funda­men­tar-se sempre na adaptação do ciclista à bicicleta, com a correcção do seu posicionamento no selim, nos pedais, no guiador, no vestuário, etc.
É sempre o primeiro procedimento a ter em conta, não só para possibilitar um bom desempenho, mas também para prevenir as lesões de sobrecarga mais frequentes.

Definitivamente, a prevenção destas lesões deve apoiar-se num programa de treino adequado e no bom senso do ciclista e do treinador no desenvolvimento do mesmo.

O ciclista deve “parar” para aprender a conhecer o seu corpo, de modo a não ter a tentação de ultrapassar as suas capacidades morfo-funcionais.

O chamado aquecimento e bem assim o arrefecimento, res­pecti­va­men­te antes e depois da actividade física, terá que ser sempre respeitado.

O treino “inteligente” desenhado para uma melhoria do forta­le­cimen­to e desempenho musculares, da flexibilidade e da pro­pri­oce­pti­vidade, de­ve­rá centrar-se num compromisso diário para os pro­fis­sionais e de desen­volvimento regular para os amadores.

O adequado balanço hidro-electrolítico, com um programa estru­tu­ra­do de hidratação para os períodos de treino, de prova e repouso, é re­levan­te para ajudar a minimizar o estabelecimento de lesões de sobrecarga.

Sempre que surgirem sinais de alarme, sinalizadores de uma eventual lesão, a suspensão imediata da actividade deverá ser a norma e a avaliação por um especialista a regra.


sábado, 6 de novembro de 2010

Razões para os jovens serem sedentários...

Como já foi dito semanas em semanas anteriores, muitos são os motivos que levam a população (maioritariamente população jovem) a ser sedentário, por isso hoje decidimos refutar muitos dos argumentos que levam a população a ser sedentário.

  • Falta de tempo
Este é dos maiores argumentos que levam ao sedentarismo. Quanto a isso, podemos afirmar que não é motivo para não realizar exercício físico! Um jovem tem de saber organizar o seu tempo e definir prioridades na sua vida, por vezes poderá não ter disponibilidade para o realizar mas isso não significa que tenha de deixar de praticar exercício físico. Para além disso, a prática de desporto promove uma maior e melhor organização do tempo que o jovem tem disponível evitando assim desperdícios de tempo e leva ao jovem a valorizar o tempo que tem disponível ao longo do dia.

  • Falta de motivação
Quando se fala de desporto por vezes associa-se unicamente e erradamente a alguns tipo de desportos colectivos, tais como o futebol e basquetebol. Por vezes surgem jovens que, ou não se interessam por estes desportos ou provavelmente pensam que não têm perfil para trabalhar em grupo preferindo praticar exercício físico sozinhos ou, por vezes, pode ser também por se sentirem envergonhados ou incapacitados de possuírem o mesmo potencial para praticar esse desporto que os outros colegas. Mas atenção! não deixem de praticar exercício físico por esse motivo! Existem mais tipos de desportos e formas de praticar desporto que não envolva ter de agir em conjunto, tais como em algumas modalidades de ginástica (ginástica de solo), etc.
Ao abordarmos este argumento é necessário também ter em conta o papel importante dos encarregados de educação nos jovens desde pequenos: Os jovens devem ser incentivados desde início a praticar exercício físico, para que se sintam bem e saudáveis com eles próprios e levar à associação de que fazer desporto é divertido.
  • Sentimentos de vergonha ou incapacidade,
Este argumento é extremamente complexo e difícil de argumentar, pois este argumento é o que impede muitos jovens a praticar exercício físico. Isto deve-se por vezes ao facto de possuírem uma fraca e baixa auto-confiança ou também, por sofrerem de problemas de saúde tais como a obesidade e entre outros podendo assim estar expostas a situações de bullying ou até em casos extremos de depressão!
Aconselhamos ao encarregado de educação a estar atento ao comportamento do seu educando podendo este argumento para deixar de praticar exercício físico mais associado a casos de bulliyng ou depressão, caso isso aconteça deve recorrer ás autoridades locais ou a um psicólogo para ajudar a ultrapassar esse obstáculo.

  • Problemas económicos,
Desde já é necessário desmistificar o conceito de ter de gastar muito dinheiro para poder realizar desporto! É verdade que grande parte dos desportos é necessário gastar dinheiro para que possa estar apto a pratica-lo, mas também é verdade que é possível gastar pouco dinheiro para praticar exercício físico! Como por exemplo nas escolas públicas está no activo um programa do Ministério da Educação denominado como Desporto Escolar, como foi referido no post anterior este programa tem como objectivo incentivar os alunos à prática de desporto, por isso a escola suporta parte dos gastos no técnico que está a supervisionar, neste caso um professor que lecciona Educação Física, que está a coordenar um determinado desporto tendo que o encarregado de educação limitar-se a pagar o equipamento para que o educando possa praticar esse desporto.
De qualquer forma, o jovem pode, em companhia do seu encarregado de educação, caminhar ou correr pelas redondezas, este simples exercício físico feito durante uma hora possui a quantidade de exercício físico diária necessária para cada indivíduo, por isso nós temos como opinião de que é de extrema importância referir que a falta de dinheiro não deve ser motivo para se deixar de praticar exercício físico!



Estes argumentos são os principais argumentos que levam um jovem a deixar de praticar exercício físico, sabemos que existem outros argumentos para se deixar de praticar exercício físico, mas esses argumentos ou os desconhecemos ou então não podem ser refutados. Estes podem não ser refutados, visto que os mesmos impossibilitam de facto a prática de exercício físico, como por exemplo problemas de saúde que, variando de caso para caso, podem ser preponderantes para o indivíduo deixar de praticar exercício físico.

Desporto Escolar, onde tudo começa

Desporto Escolar, onde tudo começa!




O desporto escolar consiste num programa do ministério da educação que visa ao incentivo da prática desportiva nas escolas em diversas modalidades. Hoje em dia está cada vez mais em voga este tipo de desporto a nível escolar, já que por sua vez existe também uma maior procura por parte dos alunos para a prática do mesmo. Existem diversas modalidades que podem ser praticadas no âmbito escolar, ao qual muitas das vezes se revelam talentos traduzidos em conquistas de prémios internacionais, bem como no seguimento de carreiras desportivas de alta competição.

«Existem cerca de 100.000 alunos de mais de 1.200 escolas envolvidos cada ano em actividades desportivas participando em campeonatos, torneios e outros quadros competitivos distribuído por 8 escalões etários de 40 modalidades diferentes»

Esta afirmação justifica o crescimento do desporto a nível escolar, que de ano para ano, aumenta o seu número de participantes retratando assim a importância do desporto enquanto componente de uma educação equilibrada contribuindo também de certa maneira para o processo educativo, promovendo estilos de vida saudáveis e contribuindo para a sua formação enquanto pessoas para uma melhor sociedade.


Iniciativas para a prática de desporto a nível escolar não param de surgir bem como o seu acompanhamento pelos que nelas praticam. Este interesse advém de uma maior consciência populacional de como o desporto influencia a nossa saúde através da informação que surge e é constantemente divulgada procurando sensibilizar a população para este aspecto.
Existem imensas modalidades que podem ser praticadas a nível escolar, desde desportos radicais, aquáticos, de luta, ao ar livre, tradicionais e populares, colectivos, individuais, danças, etc.
Para além dos incentivos existentes alargados a diversas escolas existem iniciativas a nível interno, como treinos, actividades lúdicas e torneios em que competem alunos de diversas turmas entre si, procurando uma vasta abrangência que se alarga a todas as turmas divididos por diversos escalões.
Para mais informações sobre como praticar desporto a nível escolar, fala com o teu professor. «Ele» com certeza dar-te-á mais conselhos e dicas sobre o que deves praticar e quais as opções disponíveis na tua escola deste tipo de prática desportiva.